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atalho_cronicas_fabio
Oxalá
Postagem: 26/02/2010
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atalho_cronicas
Chapinha Girl
Tissiana Berenguer Cavalcante
Postagem em: 21/08/09
Eu me rendo. Tenho que reconhecer: nós precisamos de chapinha. Eu, que sempre fiz piada com minhas amigas que, a cada ocasião, apareciam com os cabelos mais e mais lisos, agora admito: a chapinha é um mal necessário a toda cabeleira feminina pós-trinta. A verdade é que, após certa idade (no caso, 30 anos), nós não somos mais as mesmas e, é claro, nossas cabeleiras também não.
Eu me rendo. Eu mesma, que há poucos dias havia feito chacota com três amigas ao encontrá-las à minha espera num restaurante comportadamente sentadas, com seus cabelos milimetricamente no lugar (as chapinhas lhes tornavam moças ainda mais comportadas!). Eu, que chegava atrasada e estabanada (com os cabelos revoltos, é claro!) caí no riso ao vê-las. E logo as apelidei de ‘Chapinha-Girls’.
Pois eis a ironia do destino: meus cabelos revoltos, que me davam um certo ar de desleixo, de descaso, e ao mesmo tempo me faziam sentir mais próxima de um certo “ar francês”, começaram a me incomodar e a me dar muito mais trabalho do que eu, mulher não tão vaidosa, estava disposta a ter com eles. Era muito difícil manter o cabelo assanhado sem cair na imagem de mulher descuidada – coisa que não almejo ser. Eis que, em meio a essa “crise capilar”, meu cabeleireiro que, ironicamente, é careca, me sugere fazer uso deste utensílio que jamais pensei possuir: a chapinha. E eu confesso: comprei. Escondida, de óculos escuros, abaixada atrás das gôndolas da loja... mas comprei.
E agora estou aqui, passando essa coisa quente no meu cabelo e tentando me convencer da sua real necessidade... afinal, os cabelos de chapinha ficam tão lisos que beiram à artificialidade. Suas linhas, tão retas, chegam a desafiar a geometria. Meu cabelo está ficando tão liso, mas tão liso que imagino a dificuldade que um “piolho alpinista” teria em se manter preso a ele. Taí: outra boa razão pra usar chapinha.
(Escrito em: Salvador-BA, 18/07/2009)
(Leia também o texto da semana de Fabio.)
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Sobre o caráter ficcional das obras
As obras aqui publicadas são inteiramente ficcionais, em nada correspondendo ao comportamento ou opinião pessoal de seus autores. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera coincidência. |
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