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Oxalá
Postagem: 26/02/2010
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atalho_cronicas
Soterópolis
Fabio Andre Silva Reis
Postagem: 25/12/2009
Agora sim, posso dizer que cheguei. Após vinte e quatro horas de viagem a atravessar o Atlântico, duas semanas de estada em solo soteropolitano, alguns dias a respirar novos ares e bactérias já quase desconhecidos pelo meu sistema imunológico, enfim cheguei.
Numa ilhota perdida na Baía de Todos os Santos, Pecadores e Pescadores, fora do circuito das barulhentas praias da moda repletas de gente-bonita (sim, estou sendo irônico!), meus pés tocam a areia quase branca e me lembro da música de Erasmos e Roberto. Não que eu tenha a cabeleira encaracolada do jovem Caetano, mas possuo a mesma saudade do mar da Bahia, após meu consensual exílio inglês.
Águas mornas, gosto de sal na boca, sol forte e brisa fresca. Acarajé e abará cortados com vatapá e camarão. Cerveja, é claro! O banho de chuveiro, o mar azul e o barulho das ondas completam o cenário. O dinheiro é contado, pois não aceitam cartão, seja de débito ou de crédito. Apenas dinheiro vivo, ainda que ensopado pelas águas do mar.
Conversa fiada, animada e despretensiosa, o arrocha tocando ao fundo e o doce enrolado na folha de bananeira conferem um toque especial ao ambiente que é, ao mesmo tempo, conhecido e inusitado.
Salvador é verão, carros entopem as ruas, construções fincam raízes e invadem o céu soteropolitano. A cidade se transforma rapidamente, quiçá, em direções pouco animadoras. Mas é verão, e melhor deixar esses assuntos para depois do Carnaval.
Enfim, cheguei.
(Escrito em: Salvador-BA, 24/12/2009)
(Leia também o texto da quinzena de Tissiana.)
Foto: Fabio Andre Silva Reis.
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Sobre o caráter ficcional das obras
As obras aqui publicadas são inteiramente ficcionais, em nada correspondendo ao comportamento ou opinião pessoal de seus autores. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera coincidência. |
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